Notícias - Polícia / Publicado em 11/07/2018 às 15:02

Novo comandante da 2ª Companhia do 36° Batalhão de Polícia Militar esteve em São Marcos nesta segunda (9)

Retomada do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd) é um dos objetivos do capitão Daniel Tonatto. Município estava sem o programa nas escolas há 2 anos

Comandante da 2ª Companhia do 36° Batalhão de Polícia Militar (BPM), capitão Daniel Tonatto e comandante da BM local Santos Pires
Comandante da 2ª Companhia do 36° Batalhão de Polícia Militar (BPM), capitão Daniel Tonatto e comandante da BM local Santos Pires

Nesta segunda-feira, dia 9 de julho, São Marcos recebeu a visita do novo comandante da 2ª Companhia do 36° Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede localizada em Flores da Cunha. Natural de Veranópolis, o capitão Daniel Tonatto, 42 anos, assumiu no último mês de junho a responsabilidade de coordenar o policiamento dos pelotões da Brigada Militar de Flores da Cunha, Antônio Prado, Ipê, Nova Roma do Sul, Nova Pádua e São Marcos, que juntos atendem a uma população de 77 mil habitantes. "É a primeira vez que venho a São Marcos. Estou visitando o comandante do pelotão daqui, o sargento Santos Pires, e fazendo a reunião tática, bem como também visitando o município", narra o capitão. Daniel revela que em sua nova empreitada à frente da 2ª Cia pretende desenvolver ações de prevenção e monitoramento de foragidos e criminosos reincidentes, com o objetivo de reduzir o número de delitos. "Nosso trabalho de prevenção consiste no monitoramento de foragidos reincidentes, buscar prendê-los, porque a partir do momento que eles ficam presos evita-se que cometam novos crimes. Vamos focar também na análise criminal, analisando esses delitos, como acontecem, se aumentaram ou diminuíram e os bairros em que mais acontecem, direcionando o policiamento", destaca Daniel Tonatto.

O capitão também revela que o policiamento comunitário escolar, com a retomada do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd), é um dos objetivos de sua gestão. "Estamos retomando o Proerd em São Marcos, pois o município estava sem o programa há 2 anos. Inclusive o sargento Santos Pires já fez a reunião com professores e diretores das escolas. Essa prevenção com a juventude é importante, pra reduzir a quantidade de usuários, que são o que fortalece o tráfico", ressalta Daniel. Ele reconhece que há uma deficiência de efetivo nos pelotões da Brigada Militar, mas informa que está prevista a vinda de novos policiais. "O concurso público da Brigada Militar já foi concluído e o efetivo já foi distribuído nas unidades, mas nós temos agora a nível de Estado um processo de seleção para um outro curso, onde serão formados em torno de 1.200 policiais. Nós esperamos que todos os municípios sejam contemplados com policiais, porque todos estão defasados. Assim como São Marcos está, Flores da Cunha e Antônio Prado também estão", revela o capitão. Daniel Tonatto ingressou na BM em 1994, aos 19 anos, e trabalhou como soldado na cidade de Veranópolis por um período de 14 anos. Em 2009 foi promovido a sargento e passou a atuar na Brigada Militar de Vila Flores, onde permaneceu por mais de três anos. Desde 2014 atuava como comandante do policiamento na cidade de Farroupilha, lotado no 36° Batalhão da Polícia Militar.

Daniel Tonatto: ´Precisamos muito das denúncias da comunidade´

Na noite desta terça-feira, 10 de julho, por volta das 23h, a Brigada Militar de São Marcos registrou o sexto homicídio do ano. Ademir Indicatti, 42 anos, proprietário de boate no bairro Santini, foi morto a tiros no próprio estabelecimento. Três indivíduos chegaram de carro, atiraram contra a vítima e fugiram. Ademir já tinha passagens pela polícia, sendo acusado de homicídio e por envolvimento com tráfico de drogas. Em sua visita a São Marcos, o capitão Daniel Tonatto falou sobre a disputa entre traficantes que tem resultado em homicídios no município e destacou que irá desenvolver operações integradas com outros órgãos, no sentido de combater o tráfico de drogas. Ele salientou que a polícia depende muito do apoio da comunidade por meio de denúncias. "Combater as facções é um trabalho mais de inteligência policial, na busca de informações e investigação. Então o policiamento ostensivo que a Brigada Militar realiza não está tão direcionado pra essa área de facções, mas a gente sabe que muitas vezes o tráfico de drogas em vários municípios é a causa dos homicídios, em virtude de acerto de contas e disputas por pontos de droga. Por isso precisamos muito da denúncia da comunidade, porque a polícia militar é ostensiva, fica mais difícil pegar o traficante vendendo aquela droga, tem que ser de surpresa", detalha o comandante da 2ª Cia do 36° Batalhão de Polícia Militar.